O Presidente angolano, João Lourenço, inaugurou nesta segunda-feira a primeira fase da refinaria de Cabinda. O empreendimento, nesta fase inicial, vai produzir 30 000 barris por dia e, a prazo, deve alcançar 60 000 barris diários. Um empreendiment orçado em 473 milhões de dólares, incluindo 330 milhões de dólares são provenientes de financiamentos internacionais.
Angola tinha reabilitado a refinaria de Luanda em 2022. As autoridades devem ainda inaugurar uma outra no Soyo, província nortenha do Zaire com capacidade até 100 000 barris por dia e prevêem abrir uma outra grande refinaria no Lobito, em Benguela, onde as obras já arrancaram.
A refinaria de Cabinda vai produzir gasóleo, combustível de aviação, fuel, óleo pesado e nafta.
Trata-se da primeira refinaria construída de raíz pelas autoridades angolanas.
O empreendimento é da responsabilidade da petrolífera angolana Sonangol e da sociedade de investimento britânico Gemcorp.
De acordo com o economista Paulo Forquilho, ouvido pela RNA, Rádio nacional de Angola, este projecto é símbolo da credibilidade do país junto dos seus parceiros externos, já que 330 milhões de dólares são provenientes de financiamentos internacionais.
Em 50 anos de Angola independente, pela primeira vez o nosso país [Angola] consegue aqui um feito histórico de inaugurar uma refinaria em território nacional totalmente construída de raiz. Esse é o primeiro aspecto que eu considero bastante positivo.
Um segundo aspecto tem a ver com a perspectiva da redução da factura cambial. Angola gasta cerca de 1,7 mil milhões $ por ano na importação de combustíveis refinado. Portanto, com a capacidade inicial de 30.000 barris/dia a refinaria vai então aqui cobrir cerca de 1/3 da procura interna, permitindo aqui reduzir uma parte significativa dessas importações. E quando atingir a capacidade plena de 60.000 barris/ dia, que é o que está projetada, portanto, poderemos ver reduzir também a factura em cerca de mais de 50%.
O analista António Guia, em Cabinda, em declarações à RNA, Rádio Nacional de Angola, estima que a inauguração desta refinaria vai permitir que o enclave ultrapasse uma série de dificuldades quanto ao fornecimento de combustíveis.
A construção e a consequente inauguração da Refinaria de Cabinda representa uma certa autonomia, em termos de fornecimento de combustíveis que alimentam aquilo que é a principal veia de desenvolvimento não só os transportes, como todas as infra-estruturas integradas, tal como digo.
Para a nossa província isso significará o término de um ciclo de dificuldades que se tem verificado a dificuldades na transportação de combustível na altura de Luanda para Cabinda, sujeita a vários fenómenos meteorológicos. Com a inauguração da refinaria, penso que este problema estará ultrapassado.
A governadora de Cabinda, Suzana Abreu, falou num “momento histórico para o país”.
O Presidente angolano vai ainda visitar as obras do Terminal do Caio.
João Lourenço ao inaugurar a primeira fase da Refinaria de Cabinda manifestou, ainda, que a esperança de que esses empreendimentos possam conduzir à tão almejada auto-suficiência quanto aos produtos refinados.
Segundo o Jornal de Angola o diesel é o combustível mais consumido a nível nacional por camiões e centrais térmicas, enquanto a gasolina é mais usada em veículos ligeiros e motorizadas.
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